Mensagem do Presidente da Direção do Boavista FC, Vitor Murta

Caros Associados,

Com o fim do Estado de emergência, entramos num novo estado de calamidade. E, como o próprio nome indica, ainda nada está ganho a este inimigo invisivel. Não podemos relaxar, não podemos achar que está tudo bem, porque ainda não está! Por outro lado, há uma boa notícia: cabe a cada um de nós que tudo fique melhor. O dever de confinamento e de proteção ao próximo e de nós próprios tem que ser levado à risca.

Tudo aponta para que o futebol regresse no final deste mês. Estávamos todos ansiosos por este momento. Temos uma vontade inequívoca de voltar à competição, esse é o nosso desejo, é a nossa ambição. O futebol, conforme escrevi na última carta que vos enderecei, poderá ter o condão de acalmar as hostes, de entreter e de dar esperança a todos.

Mas esse regresso poderá estar dependente de todos ultrapassarmos várias etapas. É bom que tenhamos essa consciência.
Neste momento, já vemos uma luz ao fundo do túnel e, para que essa luz não seja um comboio que trucide a esperança, teremos de ser ainda mais rigorosos no nosso dia a dia, cuidando de nós e do próximo. Se o fizermos ainda mais afincadamente, como até aqui, essa luz será, de certeza absoluta, a luz da saída que todos almejamos.

No Boavista seguiremos, como temos feito até aqui, todas as normas e conselhos da DGS. Queremos ser um exemplo de rigor, de perseverança e de resistência (conforme os nossos quase 117 anos de história). Não queremos pôr em causa o nosso futuro de eternidade por um mês de euforia. Esse tem que ser o nosso foco!

Na passada quinta feira, o Conselho de Ministros traçou várias metas para o tão falado desconfinamento. Porém, essas metas serão reavaliadas de 15 em 15 dias. Cada uma delas está dependente do sucesso da anterior. Não podemos dar passos atrás pois há muita coisa em jogo: vidas, empregos, crescimento económico, sucesso do nosso tecido empresarial, sobrevivência das nossas instituições (nas quais incluo aquela que amamos). Há todo um mundo dependente – apenas – do nosso comportamento. Nada mais que isso! Do nosso comportamento!

Temos ainda um longo caminho a percorrer e esse caminho só pode ser traçado com sucesso se todos nós colaborarmos. Está nas nossas mãos!

Por fim, apelo a todos os nossos parceiros e patrocinadores que continuemos de mãos dadas a trabalhar em conjunto. Este não é o momento de abandonar o barco. É sim o momento de, concertadamente, remarmos para o mesmo lado, como até aqui, escapando da tormenta e dobrando o Cabo da Boa Esperança.

Fiquem bem, fiquem seguros. Falta muito pouco para que possamos ver o nosso emblema, as nossas camisolas de novo em campo, como tanto queremos.